







| Meditação |
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Um santuário encontrei Buscando alívio à solidão Senti partir-se em mil facetas As minhas dores do peito
Saudades retidas do infinito Que se desdobram em langores Como o etéreo que fica Em humanos anseios e amores E retém sua sagrada magia
Querendo se expressar em matéria Unindo o humano e o divino Numa comunhão tão profunda Que já não sei se sou eu ou Tu Quem habita o âmago do meu ser
Meu corpo vibra ao sentir a vida Minh'alma estremece num transe Em comoção arrebatada voo Para o sacrário onde o profano E o divino em cópula se misturam
De amor de paixão em êxtase Pergunto quem és Tu Senhor Que rasgas o arfante peito meu Em orgásticas expressões de amantes E Tu me respondes claramente Eu te amo e tu me amas acredita Sou verdadeiro Deus sou verdadeiro Homem. |
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